História de Três Pontas

Na segunda metade do século XVIII, estava ainda despovoado o território que hoje constitui o município de Três Pontas. Havia somente dois quilombos na região. Esses agrupamentos eram a causa de diversos roubos e mortes na região, razão pela qual foi atribuído ao local, nesta época, o nome de Comarca do Rio das Mortes.

Com a extinção desses núcleos de habitação tão nocivos, foi possível o desenvolvimento do lugar, que acabou por ser denominado Três Pontas, em virtude da serra de mesmo nome situada a poucos quilômetros da cidade.

A tradição atribui ao sesmeiro Bento Ferreira de Brito a fundação de Três Pontas. A Três de outubro de 1974, ele requereu a demarcação de sua sesmaria, sendo, na mesma ocasião, demarcado o patrimônio da Capela de Nossa Senhora D'Ajuda, padroeira da povoação nascente.

Com o elevado índice de natalidade entre os primeiros habitantes, e também com a vinda de novos moradores, cresceu o arraial nascente e, a 14 de julho de 1832, foi criada a freguesia de Três Pontas e nomeado Vigário da nossa paróquia o Padre Bonifácio Barbosa Martins, falecido em 1852.

Três Pontas recebeu o título de cidade em três de julho de1857 e hoje com mais de 55 mil habitantes é um grande centro industrial e agropecuário que se destaca por sua grande produtividade na cafeicultura. O município, distante 282 km de Belo Horizonte, é o maior produtor nacional de café.

O Patrimônio histórico cultural reserva aos visitantes um resgate a época áurea dos barões do café. Ainda é possível encontrar pela cidade exemplares da arquitetura antiga com casarões, igrejas, entre outros. A cidade revelou dois artistas que tramitam entre os mais conceituados da música popular brasileira: Wagner Tiso e Milton Nascimento que no disco Geraes (um dos maiores movimentos do "Clube da Esquina") imortalizou, com seu desenho, a Serra de Três Pontas.